O confinamento provocou o aumento do crime cibernético. Capacitação e ferramentas tecnológicas são fundamentais para enfrentá-lo

O cibercrime foi outra epidemia que ocorreu junto com o Covid-19. O roubo de dados, transferências sem consentimento e apropriação de fundos explodiu nas últimas semanas, paralelamente a uma recuperação no uso de canais digitais para operações financeiras e o estabelecimento do escritório em casa.

Somente entre fevereiro e março deste ano, mais de 300 domínios de phishing relacionados à pandemia foram registrados, de acordo com a Kaspersky. Até 2021, o custo anual do cibercrime é de US$ 6 trilhões de dólares; além de gerar um desequilíbrio para as empresas afetadas.

“Além das consequências diretas para a vítima, um incidente de segurança cibernética pode colocar toda a infraestrutura de uma empresa em risco se o dispositivo estiver conectado à rede corporativa”, alertou recentemente o diretor da equipe de pesquisa e análise da Kaspersky na América. Latina, Dmitry Bestuzhev.

Com dados confidenciais e milhares de usuários digitais, os bancos estão entre os grupos mais vulneráveis a ataques cibernéticos. Para enfrentar os riscos, existem soluções de segurança importantes que os bancos devem priorizar.

Treinamento dos usuários e funcionários

A necessidade de informações diante do desconhecido levou os usuários on-line a mergulhar na busca de respostas, nem sempre de fontes oficiais ou confiáveis.

Essa ação está resumida em dois maus hábitos que foram implementados nas últimas semanas, diz Juan Fallas, auditor tecnológico especializado em serviços bancários. A primeira é a navegação gratuita através de dispositivos corporativos, inserindo conteúdo que pode gerar uma ameaça no contexto digital da organização.

Por outro lado, o mau hábito de agir precipitadamente diante de uma leitura incorreta das informações, cena que se origina especialmente em situações de phishing em que a engenharia social é usada para que o usuário não pense ou analise as informações.

Para fortalecer as defesas, os bancos devem fornecer informações claras a seus usuários e funcionários, por meio de múltiplos canais, sobre segurança cibernética. Entre os pontos a serem abordados, estão recomendados como reconhecer uma tentativa de phishing e como proteger dados pessoais online.

Além de treinar funcionários, uma segunda dica para garantir a cibersegurança bancária é a importância de estar sempre a par das novas tendências e ferramentas de defesa.

Em um mundo digitalizado, novas formas de ataque podem ser implantadas com uma velocidade anteriormente impensável. Manter-se atualizado com as notícias sobre segurança cibernética implica aprendizado contínuo.

Embora o confinamento tenha trazido novos desafios para o setor bancário, a experiência também está permitindo um aprendizado adicional do ambiente de cibersegurança, uma tendência que continuará no “novo normal” e continuará se aprimorando ao longo do tempo.

Ferramentas tecnológicas de cibersegurança bancária

Em termos tecnológicos, os bancos devem incorporar várias ferramentas para aumentar a segurança dos canais digitais que oferecem aos usuários. Isso inclui a tokenização, uso de um segundo fator de autenticação, biometria, cartões virtuais e notificações por push.

O uso da biometria é, sem dúvida, uma grande oportunidade para o setor financeiro. Principalmente porque aparece como o ponto de equilíbrio entre o usuário e os bancos, pois apresenta benefícios transcendentais para ambas as partes.

Para os bancos, a biometria é essencial, porque adiciona uma camada de segurança que permite digitalizar serviços que anteriormente exigiam a presença física da pessoa na agência. No caso dos usuários, eles permitem obter uma experiência de uso realmente fácil, rápida e natural, pois exige menos esforço do que, por exemplo, tentar lembrar inúmeras senhas.

Os cartões virtuais oferecem a geração de códigos exclusivos para uma transação e quantia específicas, evitando seu uso para outros fins, caso os dados sejam roubados. Por outro lado, as notificações por push fornecem uma camada extra de controle ao usuário, solicitando sua aprovação para transações fora dos padrões usuais.

Esses fatores são importantes para proteger o processo de autenticação do usuário ao entrar na conta ou ao efetuar uma transação. Eles vão além de uma senha, oferecendo mais segurança contra o roubo de dados confidenciais.

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